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Muitos pedem SOCORRO sem dizer uma palavra!

Faz um bocado de tempo que não escrevo para o blog, o que não significa que tenha deixado de registrar com palavras o que sinto, o que conheço e o que busco aprender ou ensinar, mas por vezes entramos em ciclos diferentes da vida e estive em um ciclo onde vir ao blog não tinha um fundamento. Muitas pessoas me pediram para retornar. N pedidos feitos com tal frase “não deixa de escrever no blog, me fazia tão bem”. Uma pessoa, cerca de um tempo atrás me disse algo uma vez que me tocou o coração “Seu olhar muda quando você deixa suas palavras no blog, quando você fala do blog. Você se ilumina e ilumina ao próximo quando expõe o que tem aí dentro”. Nunca esquecerei essas palavras e não prometo que retornarei a escrever aqui, mas hoje, me faço presente através dessas palavras ditas de coração.

Até que ponto você se conhece?! Qual o seu limite?! O que você entende por liberdade?! Você é sincero com seu interior?!

Acredito que o melhor presente que podemos nos dar é o autoconhecimento. Reconhecer todas as nossas qualidades e defeitos. Medos e vícios. Ganhos e perdas. Assumir quando estamos precisando de ajuda ou que precisamos mudar o caminho mas que sozinhos não conseguimos. É tão complexo o que temos por dentro. São muitas crenças limitantes que nos acompanham desde o nascimento, ou até mesmo antes dele. Muitos desejos que se confrontam e não sabemos ao certo qual queremos de verdade. Ninguém nos ensina a ser adultos. Ninguém nos ensina a superar nossos sofrimentos. Ninguém nos ensina a descobrir quem somos, porque nenhum outro ser pode viver o que você está vivendo na intensidade que é sua. Ninguém irá te conhecer tanto quanto você. E, saber quem tá aí dentro é a sensação mais libertadora que se pode existir. Pega o exemplo de uma criança quando cai pela primeira vez e rala o joelho. Os pais tentaram protegê-lo daquele ferimento e mostraram por muitas vezes como não chegar até ele, mas a criança precisou ir até alí e só ela sentiu a dor causada pela queda. Seus pais podem ter sentido uma dor tão grande ou maior ao vê-lo se machucar, mas a dor que aquela criança sentiu foi dela, só ela sentiu na intensidade dela. Se ela chorou muito ou pouco, se arranhou muito ou pouco o joelho, não importa porque foi a dor dela e com certeza aquele pequeno ser aprendeu com sua queda. O que diferencia nossas quedas e dores da infância para as de adulto é que quando criança temos uma disponibilidade maior de sermos nós mesmos. De nos autoconhecer e de não temer o que carregamos por dentro. De certo, a criança que caiu no exemplo chorou mas pediu ajuda aos pais. Pediu colo e consolo. Ela conseguiu enxergar que precisava de ajuda para curar o seu “dodói”. Isso é se autoconhecer e é assim que encontramos o sentimento de liberdade. Ser livre não é morar sozinho, não precisar dizer aos pais ou responsáveis aonde vai e que horas vai chegar. Não é fazer sua própria comida ou pagar suas contas. Não é se desprender do mundo ou dos que te cercam por não querer “dar satisfação”. Liberdade vai muito além de tudo isso. Se livre não é algo que encontramos exteriormente, mas interiormente. Liberdade e alegria encontram-se dentro de nós. No autoconhecimento. É nos conhecendo e tentando melhorar o que precisa, nos olhando com humildade que podemos nos tornar livres. Por existir essa falta de compreensão a respeito do significado de liberdade, muitas vezes as pessoas acabam por se destruir, se matar inconscientemente tentando encontrar-se liberto nos lugares externos, nos caminhos errados. Caem por vezes nas drogas. Começa no álcool. Socialmente é permitido, é “de boas”. E sim, não bebo mas não sou daquelas pessoas que fazem discursos para que deixem de beber. Acredito que tudo em equilíbrio, desde que te faça bem, não terá problema. Mas devido a busca por liberdade muitas vezes ocorre que o álcool passa a ser um refúgio, um mecanismo de fuga para as desilusões encontradas no meio do caminho dessa busca equivocada em se sentir livre. E acaba não ficando apenas no álcool, vem a maconha – que não julgo. Já julguei muito quando mais nova, quando não pesquisava a respeito do assunto. E hoje compreendo muita coisa em torno disso, não sou usuária e não curto, mas conheço pessoas sim que usam, de forma moderada, e que não deixaram de ser pessoas do bem ou que buscam o seu futuro e melhor por conta disso. Repito, acredito que precisa existir o equilíbrio. Mas existe muita gente que buscando essa sensação de liberdade “sou dono de mim, sei me cuidar, não preciso que me digam o que é bom ou ruim para mim”, que acabam por entrar no vício. E não ficam só no álcool e na maconha. Vão para ácidos, vão para outras e outras drogas. Se torna um ciclo vicioso. Você tenta encontrar algo em todas essas drogas, porém o que quer sentir não se encontra alí. Muito pelo contrário. A essa altura, você já não se reconhece mais. Passa a se afastar dos amigos sinceros, a mentir para os pais e familiares. E o pior, mentir para si próprio. Os dias passam e nada muda, porque sua busca pela “liberdade” te impede de ser humilde a ponto de se olhar verdadeiramente e falar “estou com problemas, me encontro com vícios que não me fazem bem, estou me matando e preciso de socorro”. Mas suas ações involuntárias fazem quem te cerca perceber que seu pedido de “Ajude-me” está sendo feito. Só que entra um ponto muito decisivo: “Só podemos ajudar, quem quer ser ajudado”. Ninguém, nem mesmo nossos pais podem nos salvar de nossos “infernos internos” se não pedirmos ajuda. E por vezes, nossos pais sabem. Creio que na maior parte nossos pais sabem o que nos acontece mas precisam ouvir da nossa boca. Tem situações que batem de uma maneira tão forte que faz com que eles mesmo sabendo não queiram enxergar a gravidade do momento.

O autoconhecimento se faz de extrema importância para nos sentirmos seres livres. Para alcançarmos a tão almejada liberdade que todo ser humano – em especial os jovens” querem. E se conhecer exige saber nossos limites. Li um livro de Padre Fábio de Melo onde ele falava que todo ser humano tem seus limites, e que isso não significa que temos um ponto final em nossas conquistas. Mas os limites nos fazem perceber o quanto somos fortes e o quanto podemos aguentar. Porque quando a gente chega no ponto limite e consegue atingi-lo com êxito, passa-se a não ser mais o seu limite e outro é estabelecido. Buscamos atingir nossos limites para traçarmos outros, desde que todos eles sejam reconhecidos por nós com humildade e nos façam bem. Nos fazendo crescer e nos tornando seres humanos melhores a cada dia.

Vejo muitas pessoas doentes por vícios, mentindo para manter esses vícios e sofrendo por não conseguir admitir que precisam ser ajudadas porque desejam ser livres e não percebem que é só cuidar de dentro, cuidar de si e do seu interior. Que basta se conhecer para se libertar! Me corta o coração enxergar o quanto uma pessoa pode ser boa, sabe inconscientemente que foi feita para o bem. Que tem tudo para trilhar um caminho muito bonito e não enxerga tudo isso por não se conhecer!

Tem muita gente em suicídio inconsciente. Tem muita gente pedindo ajuda sem dizer um “ai”. Vamos prestar mais atenção aos detalhes, vamos olhar com mais carinho para essas pessoas e fazer de tudo para que elas se enxerguem e entendam que estão precisando de um socorro.

E você que encontra-se em estado de falta de autoconhecimento. Que quer a todo custo ser livre mas não encontra-se no caminho adequado para tal libertação, se olha também com mais carinho e humildade. PEDE AJUDA!

Um beijo,

Camila Lima

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